Vocês já escutaram falar na empresa
Global Forest?
Eu também nunca tinha escutado. Até hoje, quando me deparei com um ostensivo e misterioso
stand deles na
VIII Feira Internacional de Máquinas e Produtos do Setor Madeireiro, que acontece no Hangar até sábado.
Uma caixa preta, bela, toda de vidro, que não permite que quem esteja de fora veja o que se passa lá dentro. A entrada parace a de uma boate e a música, também.
É claro que eu não controlei minha curiosidade e fui lá ver o que se passava, afinal, já tinham passado pra lá belas moças de vestidos pretos, colados, curtos e decotados, quase todas falando espanhol. O que seria aquilo?
Passei um oléo de peroba na cara e entrei fazendo carão, juntamente com outras três colegas de trabalho.
Sim, o
stand da
Global Forest era uma boate perfeita. Luz negra,
barman, bebidinhas e muita, muita mulher bonita.
Era permitida a entrada no
stand, mas passar da corda vermelha somente os convidados da empresa. Era atrás dessa corda que a brincadeira parecia estar "mais legal". Nessa área estavam as belas moças, dividas em duas categorias: as que usavam vestidinhos pretos mais soltinhos, e outras com a roupa que já descrevi acima (pra lá de provocante). As de roupa menos sensual ficavam sentadas em poltranas logo na entrada da parte VIP; as demais, circulavam, conversavam com os convidados e posavam para fotos.
Um grande balcão sevia de apoio para senhores com cara de rico. Vocês sabem que a maioria dos ricos têm cara de rico, né? Era beeeeem o caso.
Ao fundo, havia ainda mais uma sala, onde uma cortina preta não permitiu que eu "fiscalizasse" o que rolava por lá.
Depois de ficar impressionada com tamanho descaramento, me perguntei "mas de quê é essa empresa afinal?". Passei o olho nas plotagens e fiquei ainda mais chocada.
Todo o glamour e ostentação da boate contrastavam com as ilustrações: pessoas carregando toras de madeira. Trabalhadores vestidos apenas de short, com bonés encardidos, sem qualquer equipamento de segurança e, curiosamente, todos negros. Sem nenhum exagero de minha parte, pareciam imagens de trabalho escravo.
Tentei fotografar o local. Era tudo muito absurdo para que apenas as minhas descrições pudessem expressar o meu choque. Na hora que ergui o celular, um segurança me abordou "a senhora não pode registrar nada aqui dentro".
Bom, nessa hora, tive certeza de que ali... er... bom, concluam vocês...
Ah, e se estás curioso, a Global Forest é uma empresa multinacional de pisos de madeira.
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Ei, e babado! Sabe quem estava lá, bebendo uma taça de espumante? Uma bela repórter de TV que resolveu descansar no local. De um lado o copo, do outro o microfone. Amiga, assim não poooooode! Vai rolar essa parte na tua matéria na TV?